Tratamento cirúrgico de lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) e posterior (LCP)

Sobre o Tratamento

As lesões dos ligamentos cruzados — anterior (LCA) e posterior (LCP) — comprometem a estabilidade do joelho e podem causar falseios, dor, dificuldade para correr e insegurança ao caminhar ou realizar movimentos bruscos.

O tratamento cirúrgico consiste na reconstrução do ligamento rompido utilizando enxertos, que substituem a estrutura original.

A cirurgia é realizada por artroscopia, técnica minimamente invasiva, permitindo melhor recuperação e menor agressão aos tecidos.

INDICAÇÕES

A cirurgia é indicada para pacientes que apresentam instabilidade ao caminhar, sensação de joelho “saindo do lugar”, limitação para atividades esportivas, dor persistente ou lesões associadas, como menisco e cartilagem. Também é recomendada para pessoas ativas, atletas, trabalhadores que realizam movimentos repetitivos ou quando o tratamento conservador não proporciona estabilidade suficiente.

Quais os benefícios do tratamento?

Recuperação da estabilidade do joelho:

a reconstrução do LCA ou LCP devolve firmeza ao movimento, reduzindo episódios de falseio e aumentando a segurança nas atividades diárias.

Retorno ao esporte com segurança:

a cirurgia restaura a biomecânica do joelho, permitindo o retorno às práticas esportivas de forma gradual e controlada, sem o risco de nova instabilidade.

Proteção contra novos danos articulares:

ao estabilizar o joelho, o procedimento reduz o risco de lesões secundárias, como rupturas de menisco e desgaste da cartilagem.

Melhora da mobilidade e função:

o tratamento adequado oferece recuperação integral dos movimentos, força muscular e confiança ao realizar mudanças de direção.

Perguntas Mais Frequentes

Entender o tratamento é o primeiro passo para cuidar melhor da sua saúde.

A cirurgia é necessária quando a instabilidade atrapalha atividades do dia a dia, práticas esportivas, ou quando há risco de novas lesões por causa do joelho instável. Em pacientes pouco ativos, alguns casos podem ser tratados sem cirurgia.

Hoje, quase todas as reconstruções são feitas por artroscopia, um método minimamente invasivo que reduz dor, cicatrizes e tempo de recuperação.

Os mais comuns são o tendão patelar, tendões flexores (semitendíneo e grácil), quadríceps ou enxertos de banco de tecidos. A escolha depende do perfil do paciente, tipo de esporte e características da lesão.

A recuperação completa pode levar de 6 a 12 meses, dependendo do ligamento envolvido e da dedicação à fisioterapia. Entretanto, a marcha normal geralmente retorna nas primeiras semanas.

Sim. Sem fisioterapia adequada, o movimento não volta completamente e o risco de rigidez ou nova lesão aumenta.

O desconforto é comum nos primeiros dias, mas controlado com medicação. A dor diminui progressivamente conforme o paciente inicia a reabilitação.

Sim, principalmente em retornos precoces ao esporte ou movimentos bruscos. Seguir rigorosamente o protocolo de reabilitação reduz bastante esse risco.

Geralmente após 4 a 6 semanas, dependendo da perna operada e do progresso na mobilidade.

Normalmente entre 3 e 6 meses, dependendo da evolução e da orientação do ortopedista e fisioterapeuta.

A maioria dos pacientes recupera estabilidade, força e mobilidade completas. O resultado depende da técnica cirúrgica, qualidade da fisioterapia e disciplina do paciente durante a reabilitação.